Nick

Nosso melhor amigo se foi, mas continua conosco.
Nesta manhã de sábado ele dorme, como sempre, ao lado da porta da sala.
Só que, desta vez, não irá acordar nunca mais.
Nosso melhor amigo, o Nick, morreu da maneira que viveu: como um anjinho. Um anjinho de quatro patas, que veio para nos alegrar.
Nick nunca teve uma casinha de cachorro, teve é uma casa inteira para o cachorro.
Vai ficar o profundo vazio de sua presença física, sabemos claro.
Um cão é um anjo que vem ao mundo ensinar amor. Quem mais pode dar amor incondicional. Amizade sem pedir nada em troca. Afeição sem esperar retorno. Proteção sem ganhar nada. Fidelidade 24h por dia! Um cão não se afasta mesmo quando você o agride. Ele retorna cabisbaixo, pedindo desculpas por algo que talvez não fizesse. Lambendo suas mãos a suplicar perdão.
Nosso grudinho. Nosso melhor amigo. Nosso filho. Nosso amor. O que tinha de amoroso, carinhoso, beijoqueiro, tinha também de braveza e valentia, enfrentando seja cão pequeno ou grande, apesar dos seus quase dois quilos.
Guardião e vigilante do nosso apartamento, sempre em prontidão para proteger seus donos. Protegeu-nos do assalto de um ladrão às 04 horas da madrugada, nos defendendo, afugentando e escorraçando o ladrão do apartamento.
De dia fazia companhia e protegia a mãe Beth e a noite era companheiro inseparável do pai Oswaldo.
Neste velório íntimo e dolorido, em que nossa alma escorre em lágrimas, continuamos sabendo o que ele quer.
Que nós lembremos que ele só veio parar em nossos braços para nos alegrar, repartir, consolar, se doar e agradecer os zilhões de pequenas coisas que compartilhamos.
Foi ele quem nos mostrou que não há dia ruim que não melhore diante de uma boa lambida.
No céu dos cachorrinhos, continuará a fazer isso.
Brabinho Nick apenas finge que morreu, o sapequinho.
O safadinho sabe muito bem que continua aqui, para o resto de nossas vidas.
Uma vida que, confessamos, nos parece no momento bem triste.
Mas não é o que ele nos deseja.
Por isso prometemos: quando ficarmos vendo o mundo cinzento demais, chamaremos por ele e suas vívidas lembranças.
Não há adeus, portanto, apenas a humana dor da perda.
Brabinho Nick, temos apenas tudo a agradecer.
Adeus nosso amado cão Nick, você foi nosso companheiro, amigo e confidente, ouvindo silencioso e atento, querendo só carinho e atenção, um companherinho que ajudou muito, a trazer felicidade e a cura da mãe Beth e alegria para o pai Oswaldo, te amamos e ficaremos com muitas saudades sempre, mas sempre mesmo você estará presente em nossas vidas. Foi um grande prazer termos estado contigo nesses dez anos. QUE DEUS ABENÇÔE NOSSO FILHO DE QUATRO PATAS!!. Mãe Elizabeth e pai Oswaldo;
-20/04/2005 + 29 /08/2015.