Luck

O Rei Vassalo.

Chegou tímido, pequenino, lindo de morrer para cumprir uma missão “secundária” para um nobre com pedigree: mexer com o “outro”, o dono do pedaço, o Rei Negrinho, que precisava de um “rival” para se exercitar tal o seu sedentarismo danoso á saúde.
De nome aristocrático – Luck Tad´s Henriques – acompanhou o Rei plebeu até o seu fim, quando então assumiu integralmente o poder, o Rei de fato e de direito,. junto com sua nova companheira Kitty.
Lindo, generoso, companheiro; adorava um churrasco, principalmente se seus “irmãos” Thiago e Othavio estavam presentes.
Varava a noite junto a eles e, de manhã, acabado de tanta farra, vinha à minha cama dormir o sono dos justos até o meio dia.
Forte e rápido, era chamado de Ninja pelo Thiago, tal a sua capacidade de se esgueirar e dar suas fugidinhas básicas.
Após os 10 anos, foi adoecendo, começando com seus cânceres que iriam afastá-lo de nós agora aos 13.
Me prometi a não mais adotar, ou ser adotado, por esses seres maravilhosos.
Suas vidas efêmeras nos trazem anos de alegria e felicidade que parecem segundos ou no máximo minutos.
Da mesma forma como eles vem, enchendo nossas vidas de luz, um dia se vão, deixando uma tristeza enorme. Incurável, eu diria.
O meu ( ou nosso, pois era além de meu da Araci, do Othavio e principalmente do Thiago ) Luck se foi.
Fui o último a vê-lo com vida.
Pedi um beijo: não deu. Mas eu dei.
O último.
Foi, tendo sofrido, com dor, amputado, longe da gente no hospital, mas sem perder a sua dignidade, o seu carisma e a sua nobreza.
A nós, que ficamos, só resta chorar, sentir a sua falta, mas ao mesmo tempo agradecer a sua presença por 13 anos, que na realidade foram 13 segundos.
Ao Luck, que chegou um nobre vassalo e virou um Rei amado, a certeza que DEUS reserva um lugar especial ao seu lado para os seus bichinhos: os bichinhos de DEUS.
Tchau, “Monstro”, “Ninja”, “Louro”, “Lucas”.
Nossos corações sangram com a tua partida, mas se regeneram com a tua lembrança.