Juventino

JUVENTINO (JUJU)
Era um gatinho que na casa onde morava, era o único filhote, e vivia apanhando dos outros 4 gatos adultos.
Quando ganhamos você de um amigo, você tinha 6 meses. Chegou em nossa casa e conquistou todos da família, inclusive os que não suportavam gatos.
Você passou a ser o reizinho da casa. Logo no começo passou a ser chamado pela minha mãe de Juju. Mas, como era um gatinho arteiro e muito travesso, ganhou o apelido de menino.
Era tão arteiro, que com suas correrias dentro de casa, a vozinha caiu e quebrou o pulso.
Quando entrou na fase adulta, passou a ser um menino muito amoroso, carinhoso e companheiro, que adorava quando estávamos nos três em casa: eu, a vozinha e você menino.
Quando Deus chamou a vozinha em 2008, para ficar junto D’Ele e os entes queridos e amados, nós nos tornamos mais companheiros e muito mais cúmplices.
Vocêzinho sempre compartilhou dos momentos tristes e felizes de nossa família. Há mais de 20 anos que a gente dormia juntinho, e vocêzinho fazendo de travesseiro o meu braço.
Toda manhã quando o celular despertava, e eu ficava com preguicinha de levantar, você carinhosamente passava sua mãozinha (patinha) em meu rosto para avisar que estava na hora da gente levantar.
A noite quando voltava do trabalho, você carinhosamente estava me esperando, te pegava no colo como se fosse uma “kiança” e te curtia carinhosamente, te fazendo muito chamego. Quando ficou doentinho, te levei na tia Vera que fez todo o possível para você não sentir dor mas, devido a sua idade avançada, ela recomendou para que fosse levado ao hospital Clinivet para ser internado por que seu estado era grave.
No itinerário para o hospital, nós fomos de maozinhas dadas no carro, como era de costume Às 22he30 quando recebi a ligação do hospital, tive a triste notícia que você tinha entrado em óbito, senti muita dor e cai em pranto, porque afinal você sempre fez parte de nossa família. Quando recordei o momento em que estava te levando para o hospital, tive a certeza que você estava se despedindo de mim, porque além de nossas mãos dadas, você permanecia me olhando intensamente.
Ai, tive a certeza de que literalmente ficaria sozinha “fisicamente” em nossa casa. Sem você, nossa casa ficou muito grande e vazia. Com certeza Papai do Céu o recebeu com muito carinho, pois você sempre foi muito especial, e também está juntinho com nossa vozinha querida.
Vocêzinho é mais uma estrela brilhando no céu toda noite, e sempre, sempre, sempre estará vivo em nossas lembranças com um lugar muito especial no meu coração.