FLUCKY

Nos encontramos pela primeira vez em uma manhã de inicio de primavera, muito, muito fria! Quem o viu primeiro foi minha mãe! Ao vê-lo, iniciou-se um caso de amor à primeira vista. Parecia uma bolinha de algodão, cabia na palma da mão! Uma vez resolvido que seriamos um do outro, saí com ele no bolso do casaco e fomos passear no Shopping Curitiba, onde fez o maior sucesso.
Flucky, neno, buzuzunga, buzuzão, tutucão
Cresceu rápido, aprendeu rápido o que precisava aprender, e o que não podia fazer também. Bem educado, entendia quando lhe era pedido licença.
Em pouco tempo era o dono da casa. Genio forte, decidido e persistente! Esperto, muito esperto.
Com o tempo seus hábitos foram mudando, adaptando-se as novas situações; aprendeu a ser silencioso, quando era transferido para dentro do quarto para dormir ao lado da cama! Como todo bom cãozinho, adorava passear… mal escutava a palavra passear ou o ruído da guia sendo preparada, ficava impossível de se conter, de alegria e excitação; uma vez fora de casa, era quem conduzia o passeio, indo por onde queria, cheirando tudo o que via pela frente, praticamente se agarrando ao chão quando não queria ir para um outro lado.
Em casa gostava de ficar apreciando o movimento no peitoril da janela, saudando os outros animais, latindo forte para os motoqueiros ou para alguém estranho; brincalhão, se divertia muito com as brincadeiras de esconder, fazendo a maior festa quando me encontrava no canto ou atrás da porta, com a brincadeira de apanhar de chinelo, quando dava um jeito de pegar o chinelo da mão e sair correndo, e logicamente, destruir o chinelo com seus dentes, e também com a brincadeira de “morder” os pés de quem passava-os na sua barriga.
Adorava ficar ao meu lado na mesa, quando das refeições, esperando por um agrado, um pedaço de carne ou um pouco do que eu estava comendo. Sabia esperar porque sabia que depois da refeição ganhava também o seu quinhão!
Fomos companheiros por 15 anos, uma vida que parece que passou em 15 minutos, queria estar sempre comigo, assim como eu sempre o queria ao meu lado.
Muito aprendi com ele, e sua partida deixou um imenso vazio! Sinto, desde já, imensamente a sua falta!