Djuly

“…Meus cães tornaram minha vida melhor. Não apenas meus cães atuais, mas todos
os que dormiram em meu colo, correram pelos campos em que brincamos juntos ou
se debruçaram nas janelas dos carros que dirigi. Eu os alimentei, segurei, acariciei o
pescoço, afaguei a barriga e lhes atirei gravetos e bolinhas o mais longe que pude.
Meus cachorros me perseguiram, me pegaram e me lamberam até eu me render.
Cresci com eles e os vi crescer. Com muita tristeza, vi alguns morrerem. Algumas
vezes, ajudei a curá-los e, com mais frequência, eles ajudaram a me curar. Ensinei
coisas importantes a eles: como sentar, como cumprimentar com a patinha e como
rolar pelo chão. Por sua vez, eles me ensinaram a acreditar na incessante bondade
que parece emanar com tanta facilidade da sua natureza gentil e amorosa…
Enquanto seres humanos, tendemos a demonstrar nossa bondade em lampejos. Os
cães, no entanto, vivem mais perto da sua essência e são mais constantes na sua
bondade. Talvez seja por esse motivo que Deus nos deu os cães – como professores,
ficam ao nosso lado em discreta vigília, serenos diante das preocupações ou das
tristezas, mostrando-nos como viver o aqui e o agora. Sou uma pessoa muito melhor
com um cachorro em meu colo….”

Do livro TUDO BEM NÃO ALCANÇAR A CAMA NO PRIMEIRO SALTO e outras lições
de vida que aprendi com os cães, de John O´Hurley

Djuly, Djulinha, Djulica, Djulóca, Djudjuca, obrigado por nos ensinar tanta coisa e nos
proporcionar tantas alegrias durante esses 12 anos de convivência. Que seu corpinho
descanse em paz, e que sua alma seja leve e voe para o ponto mais alto do céu, junto
à Deus! Uma homenagem daqueles que te amam muito. Alberto, Baltazar e Duda