CLEMENTINA

Querida Clementina (Cleo para os íntimos e Quequé para os de casa), foram mais de 14 anos juntas. Passou muito rápido.
Eu me lembro quando te trouxe do hospital, era um lindo dia de 15 de janeiro de 2004. Tão pequenininha, tão indefesa mas desde aquela época guerreira e feliz por viver. Ficamos a madrugada toda te aquecendo até que sua mãe melhorasse e te acolhesse com a sua irmãzinha.
Desde o início você impressionou a nós, e a todos que te conheceram, pela sua doçura e meiguice. Nunca se queixava de nada, até quando não estava bem você não se queixava e tinhamos que descobrir o que estava acontecendo por seu comportamento.
Cleo, você foi uma linda companheira e amiga que preenchia todo os nossos corações e suavisava as nossas almas. Se estavamos chateados, ou bravos, ou até mesmo tristes você vinha de mansinho e nos acalmava. Você irradiava amor, fazia a gente ver o nosso melhor, ser o nosso melhor sem nunca exigir nada em troca a não ser a nossa companhia.
Você foi destemida e até mesmo impulsiva, pois, apesar de ser tão pequenininha, enfrentava os cachorrões que passavam em frente da nossa casa, como se dissesse a eles : “Eu sou guardiã desta casa…aqui ninguém passa”.
Quequé, como carinhosamente chamávamos, você está indo mas deixa em nossas mentes e principalmente em nossos corações lembranças lindas e inesquecíveis.
Filha amada, foi uma jornada linda, obrigada por me acolher no seu coração , pois no meu coração você sempre, sempre e sempre estará.
Como disse para sua irmã e agora digo a você : “Parte de mim vai com você, e parte de você fica comigo, obrigada minha amada filha, minha doce Clementina”.