Cati

Cati… Meu amor, minha véia, minha melhor amiga…
Hoje o dia amanheceu triste pois ela precisou descansar, dormir, partir… A importância que ela teve na minha vida não pode ser medida, nem descrita. O meu primeiro cachorro, a minha primeira amiga, o meu primeiro amor verdadeiro.
Não houve um dia no qual ela não estava ali, esperando por mim, pulando e latindo na porta, mesmo que eu houvesse a deixado por apenas alguns instantes… Desde novinha aprendeu a ser durona, mandona, se tornou dominante na casa… Dominou eu, a minha mãe, as camas, as comidas… Era tudo dela e ´ai´ de quem chegasse perto! Muitas das mordidas que eu tenho foi por descuido de não ver que ela estava por ali, cuidando de tudo… Mas sabia obedecer também, era esperta e muito carinhosa, fez parte de muitas das minhas noites, sendo meu ursinho de pelúcia… Sempre brincalhona, corria muito pela casa de um lado para o outro, principalmente quando chegávamos em casa, destruiu todos os ursinhos que demos até hoje, adorava imensamente Caqui e ficava horas, se deixasse, sentada na janela olhando os carros passar… E quando apareceu a primeira gata, dominou ela também, mas possuía um amor especial… Amor de animal é diferente, é puro, e a sua forma de dizer que amava a gata era puxá-la pelo cangote por toda a casa fazendo a gata de pano de chão, dava mordidinhas de leve pois sabia que podia machucar… Sempre esteve com a gente, era carente, queria atenção toda a hora, e quando dávamos carinho ela piscava, aquela piscada de amor que só os animais sabem dar. Mas a idade chega para todos e com ela alguns probleminhas também, viveu saudável por 15 anos, mas as ´veieras´ apareceram, e aos 16 o fígado pediu ajuda… E que fígado forte!…
Sou eternamente grata a todos que ajudaram direta ou indiretamente a nossa guerreira, que apoiaram e se preocuparam com o bem-estar dela! Foram aproximadamente 5 meses de luta, no qual algumas melhoras realmente grandes aconteceram. As batalhas foram todas vencidas, inclusive a última na qual com todas as forças ela venceu, se rendendo a vitória de ir tranquila, quentinha, de banho tomado, no conforto de casa e ao lado das duas pessoas que mais amaram ela durante esse tempo de vida, venceu em paz. “Feliz daquele que ganhou o amor de um cão velho!”.
É isso. Jamais poderia deixar de homenagear a minha melhor amiga, meu amor, minha vida, parceira de horas boas e ruins, um tipo de amor que só vem deles, do melhor amigo do homem. É desse olhar que eu vou me lembrar sempre, os olhos mais amigos do mundo, os olhares mais verdadeiros que eu poderia receber.
Esse brilho nunca se apagará!
Cati, eu te amo e sempre te amarei! Vai em paz, minha princesa!