Brisa Florzinha

A vida de um bom cão é como a vida de uma boa pessoa, é apenas mais curta, mais breve.
Nos quase dezesseis anos que se passaram desde que Brisa uniu-se à nossa família, ela se tornara idosa, uma geriatra para os parâmetros de sua raça e porte. Nós também envelhecemos e aprendemos muitas coisas.
No início a gente pensa que a vida é terrivelmente complexa; e, de alguma maneira, é. Mas, o contentamento pode ser e é muito simples.
Aprendemos isso observando Brisa ao longo de sua vida.
As características que atribuímos aos nossos cães, as histórias que contamos para nós mesmos sobre eles são, de alguma maneira, as nossas próprias histórias.
Quando Brisa cambaleava pela casa e pelo jardim, as pessoas viam uma mestiça de Pastor Alemão muito velha, com uma cara cheia de pelos brancos e um rabo que parecia ligeiramente quebrado, como se tivesse se desgastado após todos aqueles anos balançando-o.
Nós víamos, no entanto, um cão cuja vida inteira – da época de filhote adotada à adolescência, à meia-idade e à velhice – estava inseparavelmente entrelaçada com as nossas vidas.
Brisa sempre esteve ao nosso lado nos fazendo entender o que é amizade. Ao partir, nos ensina o que é saudade.
O célebre orador romano, Cícero, estava certo: “Não nascemos apenas para nós mesmos.”.
Obrigada, Brisa – nosso eterno pedrão de açúcar – por todo o AMOR e pelas lambidas.
Siga em Paz, amada nossa.
Um beijo estalado no focinho da Bi.
Rita de Cássia & Fabíola + seus irmãos e irmãs (Bradock; Pitoco Thomé; Hebe Marie; JLo; Raposita; Shakira Lupita; Naomi; Xuxa; Preta; Radú; Platão; Dorothy; Alice; Aurora Boreal; Risonha e Mamma).
P.S.: A partir de agora, todas as vezes que olharmos as reluzentes três Marias no firmamento, saberemos que, finalmente, as meninas superpoderosas estão novamente reunidas = Sabrina Lindinha; Kiara Docinho e Brisa Florzinha.