Bob Sachen Vergroben

Bob Sachen Vergroben
Uma homenagem ao amigo mais fiel que alguém pode ter…
Bob, B.Ozito, Bob Luiz, essas e outras maneiras carinhosas de te chamar, que só você entendia, e que nunca esqueceremos!
Sua vida nos trouxe grandes lições, e sua partida, grande tristeza para várias pessoas. Nenhuma palavra pode traduzir a falta que você nos faz. O que nos consola é saber que a sua partida foi a melhor opção para que seu corpinho doente descansasse dos efeitos da doença implacável que te acometeu.
Você foi companheiro nas horas alegres e tristes, sempre com seu olhar de “bolinha de gude”. Quantas palhaçadas você fez, a ponto de fingir que estava passando mal para chamar a nossa atenção: primeiro tinha uma crise de espirros, depois vinha a coceira generalizada, e por último, “engasgava” e tinha uma “forte crise de tosse”. Uma figura!
Não dá para esquecer as suas brincadeiras, os passeios diários com a “Ussa”, nos quais você conheceu muitos amiguinhos de quatro patas; do seu jeito estabanado, das suas crises de ciúme da gente, de como você adorava limpeza, do seu gosto por frutas e cenoura, ficando sempre na esperança de que caísse um pedaço no chão para você abocanhar…
Muitas vezes nem mastigava direito, engolia tudo de uma vez!
Quando você ficou sem andar foi muito triste, mas graças aos cuidados da “Ussa”, da tia Ana (para quem você tanto latia) e da tia Marcela com suas agulhinhas, você superou o problema e voltou a caminhar, ficando craque ao pilotar seu “carrinho” nas horas de passeio. E assim, embora com certa limitação, você continuou sendo o mesmo companheiro de sempre, apesar de muitas pessoas ignorantes fazerem comentários maldosos sobre a sua “deficiência”. Por outro lado, pessoas de bom coração admiravam a dedicação da sua mãe e a sua vontade de viver.
Com o seu problema de coluna, fez amizade com a tia Maria, que te dava banho e às vezes escolhia gravatinhas que a tia Ana não gostava e mandava trocar logo, você sabe o porquê, né?
Você era muito querido por todos da clínica veterinária, e nos últimos tempos, não ia embora enquanto não ganhasse quatro (!!!) ossinhos, latia até ganhar o último…Quem disse que cães não sabem contar?
Que personalidade forte você tinha! Mas seu exemplo de força e coragem, junto com a dedicação da sua mãe humana ao enfrentar essa enfermidade, contagiaram várias pessoas. Até os remedinhos você adorava tomar e sabia dos horários de cada um deles!
Eis que a doença cruel se instalou rapidamente e deixou todos que acompanharam a sua trajetória com o problema na coluna perplexos. Não dava para acreditar…
Mais uma vez, você foi um guerreiro. Já não abanava o rabinho e perdeu o brilho no olhar; porém jamais reclamou, lutou com uma força impressionante. Com seu amor à vida, você foi um guerreiro até o fim, foi o SUPER CÃO… Fez suas artes, mas sabia que sua partida nos faria sofrer muito…Talvez por isso, tenha vivido praticamente o dobro do tempo de seu prognóstico de vida.
Infelizmente uma difícil decisão teve que ser tomada, mas foi para o seu bem porque não era justo você sofrer mais, e, embora eu tenha dito várias vezes que você “podia ir quando quisesse”, você insistiu em me desobedecer. Até nessa circunstância você teimava em demonstrar o seu amor e devoção à família humana.
Na manhã do dia da sua partida, você lançou um olhar que pareceu uma despedida do local em que viveu durante esses nove anos. Naquele dia, quando retornei do trabalho, você não estava mais no seu cantinho. Sua missão nesta vida havia sido cumprida. Você amou, foi muito amado e assim continuará sendo, mas principalmente nos deu exemplos de resignação, vontade de viver e motivação.
A saudade ainda dói muito, mas com o passar do tempo, restarão as lembranças do seu jeito de ser e das suas manias. Elas ficarão guardadas para sempre em nossas memórias, e a sua amizade ficará sempre guardada em nossos corações.
Agora que o seu sofrimento se encerrou, o que tenho a dizer é:
“Corra, brinque e aproveite a liberdade no céu dos animais.
Fique em paz, meu querido!
Que você faça muitas amizades com os anjinhos de quatro patas.
Fique com Deus, mas não puxe a barra da calça e nem roube o chinelo dele, como você fazia comigo quando queria brincar…
Tomara que aí existam várias árvores frutíferas e uma plantação de cenouras. Seja muito feliz, linguicinha!”
Com carinho da sua família humana,
Alline, Lúcia e Thiago