Bebê

Bebê, Meu Amor, “Bibilo”:
Você entrou na minha vida sem que eu estivesse procurando ou esperando, de uma maneira mágica ou divina, não sei. Você me escolheu, me adotou e esteve velando por mim incansavelmente nestes curtíssimos 4 anos de convivência…
Você foi um Anjo para mim, “Anjinho de Gato” como eu lhe dizia baixinho na orelhinha. Nos muitos momentos difíceis, naquelas horas em que o desejo é de que tudo se acabe, ao olhar para você eu via seus olhos transbordando de ternura, de amor e de amizade. Como pensar na hipótese de ficar longe desse tesouro: uma criaturinha linda que apenas queria me dar amor e alegria?
Ao abraçar seu corpinho eu sentia seu coração pulsando cheio de vida e seu ron´ron fazia tudo de ruim desaparecer no ar, e você me chamava para brincar como que dizendo “Deixe de bobagem, vamos! Alegria! Afinal EU, o gato mais lindo do mundo, estou aqui com você!”.
Antes de você, meu “Gato gato”, eu jamais poderia supor que caberia tanto amor em um coração humano, mesmo o meu. Aprendi tantas coisas com você que não daria para relatar aqui, mas entre elas, aprendi que o amor verdadeiro é infinito e eterno.
E esse amor continua tentando me ensinar: tenho que suplantar essa dor lancinante da separação. Uma separação brusca e cruel na mesma medida em que foi repentino e encantador nosso encontro. É uma lição muito difícil e às vezes parece mesmo impossível…
Mas se teve que ser assim para evitar sofrimentos futuros para você, então eu me resigno, porque esse amor é muito maior que o egoísmo que gostaria de ter você aqui comigo para sempre. Porém, mesmo tentando acreditar assim, não posso evitar as lágrimas… Me perdoe.
Me perdoe se fiz coisas que lhe causaram dor. Sempre busquei fazer o que eu acreditava com todo o meu coração que seria melhor para você.
Eu te amo, nós te amamos!
Você estará sempre no meu coração, meu “doce”!!!
Eliana Claudia Girotto e família.