O que o Setembro Amarelo que Passou e os Pets têm em Comum?

Setembro passou, mas mantemos ainda viva a chama da empatia e cuidado para com as pessoas ao nosso redor. Neste mês de Setembro que se findou, trabalhamos a questão do bem-estar, do auto-cuidado e da preservação da vida, por meio de discussões e debates. Participamos do encontro Pet Talk, em parceria com o CIEV (Centro Integrado de Especialidades Veterinárias) e pudemos observar o papel dos pets em nossa caminhada e para tratar as doenças humanas.

                                                                                                                       Foto de Cong H no Pexels

 

Para tratar deste tema tão especial, convidamos nossa psicóloga especializada Fabiana Witthoeft para compartilhar conosco sua reflexão quanto à importância dos animais em nossa preciosa vida, acompanhe:

Pets: O amor que não exige nada em troca e que cura as dores da alma

Não é à toa que encontramos sempre novas situações, envolvendo os nossos queridos animais de estimação. Há os que vão especificamente aos hospitais para levarem carinho e alegria. Também há aqueles que viajam juntamente aos seus donos em aeronaves, descritos como pets de apoio emocionais, sendo suportes para manter o equilíbrio de seus tutores em transtornos de ansiedade, depressivos e até mesmo do espectro autista. Vemos também, aqueles que guiam o difícil caminho dos que são privados do sentido da visão. Inúmeros são os motivos para tê-los por perto. Mesmo que não haja nenhuma situação especial para isso.

Muito se observa, se sente, se resgata diante estas relações absolutamente afetuosas, que não nos exige nada em troca, que não nos aponta nossas imperfeições e erros, que não nos pede para secarmos as lágrimas e sermos fortes. Eles estão ali…Muitas vezes de início, nem cumprindo o papel fundamental que teriam mais adiante em nossos dias difíceis, desesperançosos e repletos e dores emocionais.  Cumprindo papeis de cura sobre nossos sofrimentos, nos permitindo manter a vida que em alguns momentos gostaríamos de colocar ponto final. Mas não nos abandonamos, porque isso corromperia nossa linda ligação com eles.

Se nos entregarmos à mercê da vida, estaríamos não correspondendo este amor que construímos. E pode o mundo cair lá fora, e pode os sonhos se destruírem aqui entro. O calor da sua presença em meu colo ou deitado sob meus pés, não me deixa esquecer que há algo muito maior dentro desta confusão de sentimentos, pensamentos e sensações. É esta presença que se torna medicamento extra receitado nas sessões médicas, acolhimento diferenciado das sessões de psicoterapia e bem estar complementar das terapias alternativas.

Eles estão aí, ressignificando os momentos difíceis, nos trazendo amor e curando as dificuldades incompreesíveis do que chamamos vida. Salvando-nos de nós mesmos, e nos fortalecendo para que o amanhã tenha sempre um nascer do sol e esperança de que esta relação sempre nos trará dias melhores.

Psicóloga Fabiana Witthoeft    CRP 08/08741