"Luli"

Daschshund

A música diz "não aprendi dizer adeus, mas tenho que aceitar amores vem e vão...”
E voce veio pequenininha e orelhuda com um colarzinho de enormes bolinhas no seu pescoço e num prazo muito curtinho de 14 anos voce se foi. Como aceitar que não vou ter mais você me acordando impaciente pela manhã para te dar comida. Ou sentada na porta me chamando para passear, sua teimosia em seguir o seu caminho nos passeios, e se jogando no chão quando era contrariada, eu meramente era guiada por voce. Seu corpinho ocupando os espaços da cama e eu ficando só com as beiradas para não tirar voce do seu conforto. Quem eu vou cobrir a noite, cadê voce que não vai estar lá para eu acarinhar?
Como esquecer seus assaltos à geladeira e ao forno de casa e ao peixe que você roubou da mesa da casa da Tia Jaine, e ao bolo de aniversário da Andrea que voce atolou suas patinhas em cima e comeu e o estrogonofe de camarão que voce novamente subiu na mesa do Edgar e comeu antes de todos. Lembra da cesta de Páscoa que era presente a ser dado e quando cheguei em casa estava tudo espalhado pelo chão e mastigado? E o presunto que você roubou da sacola do mercado e só fui encontrar o plástico e arames escondido na sua caminha dias depois. E a sandália do tio Jacir que voce mastigou e ele teve que ir embora descalço. Tantos sapatos, bolsas, calculadoras, celulares, pés de sofá, cama, mesa, carpet, sacolas de mercados... e o sofá novinho que voce encheu de buraco para enterrar osso. Lembra que na última vez que dormimos na casa da tia Lena, tivemos que dormir no sofá porque você roncava tão alto que ela não conseguia dormir? Como você me encantava e deliciava com cada uma das suas artes. Você me mostrou a graça e diversão que há em tudo. Você sempre tirou o melhor proveito de todas as situações na sua linda e peralta vida e viveu intensamente cada minutinho.
Como esquecer nossos passeios nos parques, na praia, nossas viagens, como você adorava o sol, o mar, sentir e cheirar o vento, carro era sua fixação (não podia ver uma porta aberta que pulava dentro, mesmo de estranhos) e sempre foi a melhor companheira de viagem. Não importa onde ou qual situação se "tava junto” estava bem. E os seus dentinhos de leite que você foi perdendo, eu encontrei viu, e estão guardadinhos num porta-joias, porque para mim são joias preciosas.
E agora, quem vai lamber meu rosto nos momentos e tristeza e lágrimas? Ou simplesmente ficar encostadinha ao meu lado até tudo ficar bem novamente?
Palavras são poucas para dizer quanto eu te amei meu pequeno anjinho peludo, eu te amo e vou ter amar para sempre minha querida Lulinha. A vida perde cor e brilho sem você.
Luli meu amor, você foi a única, a melhor de todas te amo, te amo, te amo....
Luciane da Luli

Curitiba e Região: 41. 3663-6335

Powered By Totalize Internet Studio